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31.8.04

:( 

Ginny Owens - Something More Lyrics I've spent half my lifetime watching time go by And wondering where it went When I try to fall asleep at night I lay there feeling spent Contemplating what the next day's gonna hold for me Tossin' turnin', my mind is churnin' Thought won't let me be Every morning meets me with a list of all I have to do Every evening greets me with the knowledge that I'm never through Every taste of success makes me vow to never fail Feels like I just chase my tail Chorus: There's gotta be something more than running circles for a living Gotta be something better than just trying to survive Gotta be some important puzzle piece that I am missing Gotta be something more to life. If every picture tells a story, Mine must be a mystery 'Cause I lose sight of who I am And who I'm supposed to be Looking back on what I've built And all that I've achieved Only leads me to believe Repeat Chorus Tired of these hopeless places Bored with my earthly things So I must fill my empty spaces With the love that heaven brings

Muito Bom 

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças - Pablo Villaça 'É assim que uma pessoa apaixonada fica.' (personagem comentando sobre a própria aparência de sofrimento) 'O amor nada mais é do que um agrupamento bagunçado de carência, desespero, medo da morte, insegurança sobre o tamanho do pênis e a necessidade egoísta de colecionar o coração de outras pessoas.' 'Eu faria qualquer coisa por uma mulher que visse andando na rua. Eu nem preciso conhecê-la. Ninguém jamais me amará desta maneira.' 'O amor romântico é apenas uma ilusão.' Todas as citações acima têm algo em comum: foram retiradas de roteiros escritos por Charlie Kaufman (respectivamente: Quero Ser John Malkovich, Natureza Quase Humana, Adaptação e Confissões de uma Mente Perigosa). Assim, não é de se espantar que seu mais novo trabalho, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, seja protagonizado por personagens que estão constantemente sofrendo por amor. Espantosa, sim, é a maneira brilhante com que o roteirista conta uma história que não apenas ilustra com perfeição a dor de um relacionamento fracassado como também reconhece que, no fundo, todo ser humano está mais do que disposto a submeter-se a este sofrimento desde que haja uma chance de, no processo, encontrar alguém que o ame (mesmo que temporariamente). Inseguro e carente, Joel Barish (Carrey) é o típico herói kaufmaniano: ao estabelecer contato visual com a bela Clementine Kruczynski (Winslet) em uma praia, ele pensa: 'Por que me apaixono por toda mulher que me dá qualquer tipo de atenção?'. Porém, logo depois de testemunharmos o simpático encontro dos dois personagens, a narrativa salta no tempo para nos mostrar que as diferenças gritantes entre as personalidade de Joel e Clementine condenaram o relacionamento – e, para se livrar das memórias dolorosas, a garota se submete a uma 'cirurgia', recém-desenvolvida por um certo dr. Howard Mierzwiak (Wilkinson), capaz de apagar seletivamente as lembranças de seu malfadado casamento com Joel. Ao descobrir o que a ex-esposa fez, o sujeito decide seguir o mesmo procedimento, mas, durante a cirurgia, percebe que quer manter as memórias e faz de tudo para evitar que estas sejam removidas de seu cérebro. Superando, em inventividade e inteligência, a seqüência de Quero Ser John Malkovich em que uma perseguição acontecia no subconsciente do personagem-título, os esforços de Joel para manter viva a lembrança de Clementine são o grande atrativo de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças: em primeiro lugar, as tais memórias são 'apagadas' em ordem cronológica inversa, e, assim, vemos os últimos momentos do relacionamento do casal em primeiro lugar – e, à medida em que o filme avança, retrocedemos no tempo e descobrimos o encanto que inicialmente existia naquele casamento. Além disso, ao reviver os momentos mais marcantes de sua vida com Clementine, Joel conclui o óbvio: só conseguimos evoluir graças às nossas experiências (boas ou ruins), e perder este referencial é um preço alto demais a se pagar pelo conforto de evitar sofrer por algum tempo. A partir daí, Kaufman prova mais uma vez seu talento ao mostrar que não se limita apenas a criar conceitos interessantes, sendo também um mestre em explorá-los ao máximo, e transforma nosso 'passeio' pela mente de Joel em uma jornada que beira o surreal: às memórias do rapaz juntam-se sua imaginação, suas reflexões sobre os acontecimentos do passado e até mesmo os conhecimentos adquiridos durante a cirurgia, já que ele ainda é capaz de ouvir (mesmo inconsciente) o que os assistentes do dr. Howard estão falando. Demonstrando ter evoluído como diretor de longas-metragens desde sua estréia na função (justamente em Natureza Quase Humana), Michel Gondry conduz o filme com segurança, jamais permitindo que o espectador se sinta perdido – o que é admirável, já que, além das seqüências que se passam na mente de Joel, somos apresentados ainda a duas outras tramas: uma envolvendo Patrick (Wood) e Clementine; e outra abordando o interesse de Mary (Dunst) pelo dr. Howard. E o que é melhor: ao contrário de bobagens como Van Helsing e Mansão Mal-Assombrada, que giram em torno dos efeitos visuais e ignoram a história, Brilho Eterno usa os efeitos em função das necessidades do roteiro, o que é admirável. Enriquecendo ainda mais a obra de Kaufman, Kate Winslet e Jim Carrey conferem verdade ao relacionamento entre Joel e Clementine, exibindo uma ótima química. Ao mesmo tempo em que encarna com perfeição o temperamento amalucado e espontâneo de sua personagem, Winslet retrata as ambigüidades da moça, que, apesar de se mostrar direta e nada 'poética' ao abordar o namorado pela primeira vez, lamenta a falta de romantismo com que este parece tratá-la. Por sua vez, Carrey oferece aquela que é, sem dúvida, a melhor performance de sua carreira até o momento (ultrapassando até mesmo o fenomenal desempenho em O Mundo de Andy): mantendo a voz em tons sempre baixos, o ator mostra-se contido e jamais exibe qualquer traço de seu histrionismo habitual, transformando Joel em uma figura melancólica e real. Enquanto isso, Wilkinson, Dunst, Wood e Ruffalo exploram ao máximo seus personagens, que, mesmo recebendo um destaque menor, se revelam multidimensionais e interessantes. Combinando drama e romance (com toques precisos do humor particular de Charlie Kaufman aqui e ali), Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças é, desde já, um dos melhores lançamentos de 2004 – e, ao contrário da técnica que apresenta em sua trama, certamente será lembrado por muito tempo. 11 de Maio de 2004

27.8.04

De uma Cantora que é cega... 

Prelude Ginny Owens One day I decided I'd aspire to higher ambition/So I set out on a mission to change the world/Armed and dangerous with my well meant words and best intentions/I went sharing my convictions with every livin' soul/But it wasn't long 'til the lightning flashed/The storms of disenchantment crashed/And my ambitions were scattered by winds of doubt/and it wasn't long 'til I learned ot see/Life wouldn't always be easy for me/So I wrote a little song to remind myself

25.8.04

Tô te confundindo pra te esclarecer  

Tô (Zélia Duncan) Tô bem debaixo pra poder subir Tô bem de cima pra poder cair Tô dividindo pra poder sobrar Desperdiçando pra poder faltar Devagarinho pra poder caber Bem de leve pra não perdoar Tô estudando pra saber ignorar Eu tô aqui comendo para vomitar Eu tô te explicando pra te confundir Tô te confundindo pra te esclarecer Tô iluminado pra poder cegar Tô ficando cego pra poder guiar Eu tô te explicando pra te confundir Tô te confundindo pra te esclarecer Tô iluminado pra poder cegar Tô ficando cego pra poder guiar Suavemente pra poder rasgar Olho fechado pra te ver melhor Com alegria pra poder chorar Desesperado pra ter paciência Carinhoso pra poder ferir Lentamente pra não atrasar Atrás da vida pra poder morrer Eu tô me despedindo pra poder voltar

24.8.04

Se meus futuros filhos tiverem uma educação parecida, ficarei feliz.... 

. Ser e Ter Sem dúvida, a formosura simples da paisagem - rural, não romântica - de qualquer zona de Auvergne, presente nas quatro estações, coopera à claridade desta película. E igualmente - muito mais - os rostos das crianças, os seus gestos simples e os seus olhares limpos. Também o encanto da própria escola, o alto edifício envolvido pelo gradeamento…; e tudo isto maravilhosamente fotografado. Mas sobretudo - não são arte as mesmas coisas sem mais - é a sensibilidade criativa de Nicolas Philibert (argumento, câmara, realização, montagem), que soube dar o toque à realidade fazendo-a mágica. A realidade é esta: "Existem ainda, disseminadas por toda a França, escolas de uma única turma, na qual todas as crianças duma mesma localidade, desde o infantário até ao final da educação primária, se concentram em torno dum único mestre (…). Numa destas escolas, situada em qualquer lugar do coração de Auvergne, rodou-se esta película". "Ser e Ter" é, pois, um documentário (ou só tem aspecto documental?) que mostra a vida de uma pequena turma de uma aldeia ao longo de todo um ano. É certo que o professor, Georges Lopez, possui uns dotes pedagógicas excepcionais; mas, a ser isso verdade, não se pode apenas dizer que a película, além duma belíssima obra perfeita, é uma película muito útil, como modelo, para mestres e professores. Um dos segredos da cativante graça deste filme é este: mostra a vida; é, se podemos dizê-lo assim, uma obra viva. Nada menos! Com a simplicidade do autêntico, com a inteligência do bem acabado, apresenta a ternura das crianças de quatro anos, a sua admiração perante o que aprendem, a sua confiança desarmada; e apresenta também as dificuldades interiores e de comportamento dos pré-adolescentes de dez ou poucos mais anos, a sua nobre reacção diante de quem sabe ser-lhes amigo. Tudo sob a 'autoridade tranquila' de um mestre que é também um criador, um despertador de almas… A realização cinematográfica - por um período de um curso inteiro - não esteve isenta de dificuldades, de muita dificuldade, e parece no entanto como se a câmara não estivesse diante das crianças - 104 minutos que passam como um sopro -; o resultado é de uma grande simplicidade, oferece só espontânea amenidade e graça, tragédias quotidianas e comuns sofrimentos, diversões transparentes... E conclui-se a película como as obras primas se encerram: com um final admirável, tão simples, e ao mesmo tempo tão carregado de sentimentos e de ideias, que enriquece a mente e dói no coração, e o adoça.Sucesso instantâneo na sua estreia em França no dia 28 de Agosto de 2002, o filme "Ser e Ter", de Nicolas Philibert, mobilizou toda a comunidade educacional, com lotações esgotadas de alunos e professores. Não só isso. Emocionou espectadores de todas as idades, com mais de 800 mil espectadores na primeira semana de exibição.

23.8.04

Saudades da Marta Medeiros... 

Fazia tempo que não visitava a pagina dela... Gostei desta coluna, eu sou assumido um ligado na tomada... Alguem ai lê meu blog ?? Estou carente rs À toa na vida Tudo é mais fácil quando a gente não se sente responsável por ninguém, quando levamos a vida na flauta, curtindo o momento, em total carpe diem. Uma conhecida minha é assim, passou a vida sem levar nada a sério, sem assumir coisa alguma, só reverenciando o próprio prazer. Aí teve câncer. Este seu temperamento desencanado ajudou-a a passar pela crise. Ela encarou o câncer como uma chateação, como se fosse uma dor-de-dente, não fez drama, sofreu com muito comedimento. Por outro lado, agora curada, ela segue no oba-oba, não aprendeu nada, não amadureceu, não está dando maior valor à vida, continua naquele clima easy going. Tirou lição nenhuma.Existem pessoas que passam batido por tudo, sem esquentar com nada. E existem pessoas extremamente sensíveis que a tudo dão atenção, que se envolvem profundamente com o que lhes acontece, seja uma doença, seja uma paixão. No fundo, elas desejariam ser menos compenetradas, mais leves, porém, quando tentam, metem os pés pelas mãos, fazem besteira. Por que? Porque é muito difícil mudar nossa própria natureza. É preciso aceitá-la e respeitá-la. E tentar ser feliz do jeito que se é.Muitas vezes dizemos "eu queria ser mais solta" ou "eu queria ser mais maluco", pois tudo isso sugere uma certa modernidade, ao contrário da introspecção, do conservadorismo e de outros comportamentos que se desenvolvem mais para dentro do que para fora. Moderno é liberar. Careta é reter. E é tanta pressão para sermos menos claustrofóbicos com nossa própria vida que acabamos nos confundindo e não raro inventando um personagem que nada tem a ver com a gente.Ou se é naturalmente easy going, ou seja, alguém que se deixa levar pela vida, ou se faz parte do time dos conectados com as ansiedades, desejos e traumas. Eu sou assim, ligada na tomada. Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo. Pessoas como eu sofrem mais. Se decepcionam mais. Por outro lado, crescemos. Evoluimos. Amadurecemos. Nada é estático em nossas vidas. Nada é à toa. Tudo ganha uma compreensão, tudo é degrau, tudo eleva.É ótimo ser relax, mas é preciso ter vocação. Não tendo, melhor aceitar que somos estressadinhos por natureza. Mas há suas compensações.

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