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23.6.06

Do It, Lenine / Vamos Faça !!!!!!!!!!!!!! 

A música que a maioria das pessoas só conhece um pedacinho, e uma reflexão logo abaixo sobre a letra. Reflexão do meu amigo Jean. “Imperativos modernos” Dias atrás, ao ouvir o tema de abertura da novela “Belíssima” me dei conta de que vejo esta mesma chamada desde que este ano começou - o que significa que o mesmo programa televisivo encontra-se “no ar” há seis meses, o que significa, também, que já fazem seis meses que grande parte da população brasileira ouve, toda semana, a música sobre a qual pretendo me ocupar aqui: “Do It”, de Lenine. Pelo título em inglês, esta música poderia parecer mais adeqüada à novela anterior: “América”. Mas, naquela, havia uma outra música de Lenine, ou melhor, uma interpretação já que se tratava de uma nova versão da “Vida de Viajante” de Luiz Gonzaga. Esta mesma versão de Lenine já havia sido tema do filme “Deus é Brasileiro” e se fosse me deter aqui sobre a participação do cantor nas trilhas sonoras de filmes, novelas e até mesmo em peças de teatro, teria que dedicar um artigo a parte só para o assunto. Vale, porém, o registro dessas “intersecções” e “inserções” que os músicos atuais tem que fazer para difundir e popularizar sua obra – o que é bem diferente de fazer “música comercial”. Voltemo-nos, portanto, para o assunto proposto para este artigo: a canção “Do It” que começa da seguinte maneira: “Tá cansada, senta Se acredita, tenta Se tá frio, esquenta Se tá fora, entra Se pediu, agüenta “ Como diria o próprio Lenine “esta é uma música toda feita de imperativos” - o que, acrescento eu, reflete o “espírito de época” em que vivemos onde o fazer muitas coisas (estudar, trabalhar, estudar línguas, especializar, fazer pós-gradução, limpar a casa, cuidar dos filhos, etc.) é um imperativo que extrapola a nossa vontade pessoal já que se constitui como “regra do jogo” da vida moderna (ou pós-moderna, “as you like it”...). Assim, “Do It”, expressão que traz consigo a marca do pragmatismo norte-americano, agora globalizado, traduz bem este imperativo da vida moderna que acabamos interiorizando tornando-nos em carrasco de nós mesmos: produtivos, hiperativos, mas sem tempo para contemplar as coisas belas que, não raro, nos parecem distantes ou nós distantes delas. Uma vez, eu estava participando de uma escola dominical, numa igreja, onde se realizava um interessante estudo sobre a passagem, narrada pela Bíblia, quando Cristo visita as irmãs Marta e Maria. Marta, possivelmente pêga de surpresa pela inesperada e ilustre visita, corre de um lado para outro procurando, provavelmente, providenciar aqueles cuidados que representariam uma boa expressão da sua hospitalidade. Já Maria não faz nada além de ficar contemplando as palavras que Jesus está lhe dizendo. A irmã, Marta, fica então indignada com a irmã que não lhe ajuda a servir e coloca a questão diante de Cristo. Que vos parece? Não seria justo que Maria ajudasse sua irmã com o trabalho de servir o visitante?... Pois, curiosamente, Cristo responde à indignação de Marta da seguinte maneira: “Marta, Marta, estás ansiosa e pertubada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” [ Lucas 10: 41-42 ] Após a exposição do texto bíblico, o assunto foi colocado em discusão, e a opinião que me pareceu mais honesta foi a de uma mulher que reconheceu que ela só conseguia se identificar com Marta: a irmã superativa e ansiosa. Mais do que um aspecto da sua personalidade, o que aquela mulher expressava era a maneira como todos nós vivemos hoje em dia: ansiosos e pertudados, preocupados com muitas coisas e sem tempo para nos ocupar com a “boa parte”. Ao cantar “Do It”, Lenine traz à tona este tema – que as vezes, por estarmos correndo atrás de tantas coisas nem paramos pra pensar. No entanto, seria esta música um elogio desta filosofia pragmática e desses imperativos modernos?... Penso que não e, para isso, baseio-me não somente na letra da canção, que não terei espaço para aqui me deter, como, também, na música que a segue no disco de que faz parte. Neste disco, “In Cité”, a música “Do It” é seguida por “Vivo”. Além da letra desta última canção, da qual já me ocupei nesta Agenda***, no ano passado, ela possui um ritmo totalmente oposto ao de “Do It” (lento e com poucos acordes) parecendo, assim, sugerir que, em meio ao agito da vida moderna, é preciso também nos aquietarmos e refletirmos sobre a nossa vida e sobre a nossa condição humana no mundo e sociedade em que estamos. Jean Carlo Faustino Sociologia / Unicamp *** Vide textos abaixo, faça uma busca por "Jean".

16.6.06

Filme "Colcha de Retalhos" 

Não deixem de assistir a este filme, maravilhoso !!! Sinopse Enquanto elabora sua tese e se prepara para se casar Finn Dodd (Wynona Ryder), uma jovem mulher, vai morar na casa da sua avó (Ellen Burstyn). Lá estão várias amigas da família, que preparam uma elaborada colcha de retalhos como presente de casamento. Enquanto o trabalho é feito ela ouve o relato de paixões e envolvimentos, nem sempre moralmente aprováveis mas repletos de sentimentos, que estas mulheres tiveram. Neste meio tempo ela se sente atraída por um desconhecido, criando dúvidas no seu coração que precisam ser esclarecidas. Algumas criticas que achei por ai José Luiz Barbosa, Leitor do Adoro Cinema - Nota 10:"Já assisti a esse filme pelo menos umas 15 vezes desde 2001. Não é apenas uma obra-prima pelas excelentes atuações das atrizes; trata-se de uma obra necessária à reflexão sobre a vida e o papel de cada um de nós em nosso entorno." Viviane Rossetto (Crítica do Leitor): "Assisti esse filme na aula de sociologia na faculdade. É um belo filme, que nos mostra que por mais que pensemos bem antes de fazer uma escolha muitas vezes ela pode dar errado, mas mesmo assim você leva uma lição nova na bagagem." Larissa Nadin, Nota 10:"Realmente não existe uma palavra exata que possa definir a essencialidade desse filme. Ele é maravilhoso do começo ao fim, chorei as quatro vezes que assisti, para um trabalho na faculdade, oque mais tocou em mim foi a historia de Sophia Darling, meu Deus! foi exepcional." Achei até um trabalho social que nasceu inspirado neste filme !! Elas se viram em HollywoodUm grupo de senhoras solitárias, do interior dos Estados Unidos, se reúne para falar de suas histórias de amor, enquanto bordam uma colcha. É esse o enredo do filme "Colcha de Retalhos" ("How to Make an American Quilt", 1995), com Winona Ryder e Anne Bancroft. As semelhanças com o trabalho das bordadeiras mineiras não são mera coincidência. O artista plástico Wilson Avellar, idealizador da oficina Memória e Cultura, se inspirou no filme quando decidiu trabalhar com as mães da comunidade. Até então, o projeto Usina de Arte e Criação, uma iniciativa da Associação Municipal de Assistência Social (Amas), com patrocínio do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), atendia apenas crianças.As bordadeiras só assistiram à fita quando finalizaram o primeiro trabalho. "Choramos de emoção", lembra Ivone Barbosa. "O que sentimos é parecido, mesmo sendo lá longe." Ali nascia a idéia da colcha "Meu Primeiro Amor", que vai para uma galeria de arte de Belo Horizonte. Ficção e realidade se misturam em vários retalhos das duas colchas. O jardim de rosas amarelas – que no filme uma das atrizes borda como cenário de seu grande amor – encontra paralelo nos canteiros de Ivone. O affair entre uma criada negra e o filho do patrão lembra a história de Sônia, despedida por amar o marido da patroa. Agora, assistindo a este filme me fez lembrar uma historia de Carl Jung que coloco abaixo, o filme é ficção, aqui é real! "Meu exemplo se relaciona com uma jovem paciente que, apesar dos esforços de ambos os lados, provou estar psicologicamente inacessível. A dificuldade se encontrava no fato de ele sempre saber tudo sobre todas as coisas. Sua excelente educação lhe fornecera uma arma ideal para essa finalidade, ou seja, um racionalismo cartesiano altamente elaborado com uma idéia impecavelmente "geométrica" da realidade. Depois de varias tentativas infrutíferas de atenuar seu racionalismo com uma compreensão um pouco mais humana, tive que me limitar e esperar que algo inesperado e irracional acontecesse, algo que quebrasse o vaso intelectual em que se trancara. Bem, certo dia eu estava sentado em frente a ela, de costas para a janela, ouvindo um fluxo retórico. Ela tivera um sonho impressionante na noite anterior, no qual alguém lhe dera um escaravelho dourado - uma jóia muito cara. Enquanto me contava o sonho, escutei algo batendo levemente na janela. Virei-me e vi que um grande inseto voador se chocava contra o vidro do lado de fora, num esforço obvio pra entrar na sala escura. Isso me pareceu muito estranho. Abri imediatamente a janela e peguei-o no ar enquanto voava para dentro. Era um besouro comum (Cetonia aurata), cuja cor auriverde mais parece a de um escaravelho dourado. Eu o entreguei e disse para ela: "aqui esta o seu escaravelho." A experiência abriu a brecha desejada no seu racionalismo e quebrou o gelo da sua resistência intelectual. Agora o tratamento poderia produzir resultados satisfatórios." Onde eu li ?? Num Livro Muito Bom !!! "A trilha menos percorrida" de : PECK, MORGAN

12.6.06

Um Comercial Show de Bola !!!! 

Quer ver como fizeram esta doidera ??

Making Off

http://www.youtube.com/watch?v=rnkybgvRlgY&search=


9.6.06

A invasão do Congresso 

Faz tempo que não coloco nada sobre política e sociedade aqui, mas esta coluna merece como merece tbm o link da charge sobre o mesmo tema. A invasão do Congresso FERNANDO RODRIGUESA (Veja nos meus Links) identidade dos vândalos A primeira observação sobre a invasão de ontem da Câmara é a respeito do ineficaz sistema de segurança do Poder Legislativo. Basta vestir terno e gravata, olhar para cima e qualquer um entra ali. Ninguém é importunado. É assim há décadas. Talvez esse seja outro traço da "cordialidade" brasileira tão bem descrita por Sérgio Buarque de Holanda. É bom que não existam muros intransponíveis separando o Legislativo da população. O problema agora é de outra ordem. A degradação dos valores do Congresso -com seus bingueiros, mensaleiros e sanguessugas- parece ter colocado no chão o natural respeito mínimo que se deve ter pela instituição. Os dirigentes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) alegaram que não tinham a intenção de invadir o Congresso. Difícil saber se falam a verdade. O fato é que todos desceram dos ônibus enfurecidos. Avançaram com paus e pedras. Foi uma das mais violentas manifestações que se tem notícia dentro das dependências do Congresso. O estouro de uma boiada, sabe-se, ocorre por motivos variados. A baixa credibilidade do Congresso não é um fator desprezível nessas horas. Qual reverência deve ter um manifestante pelo Congresso quando sabe que deputado atrás de deputado é absolvido depois de ter sido flagrado recebendo dinheiro de maneira criminosa? O escândalo dos sanguessugas completa um mês no sábado. Câmara e Senado não se mexeram para punir os responsáveis. Nada justifica, por certo, a violenta ação do MLST. Mas a impunidade generalizada no Congresso torna tudo confuso. Não se sabe ao certo quem é mais vândalo -se os que promovem o quebra-quebra ou os deputados e os senadores que absolvem seus colegas criminosos. Não deixe de ver a charge http://charges.uol.com.br/2006/06/08/cotidiano-anteontem-na-camara/

6.6.06

Liberdade 

Liberdade Los Hermanos Composição: Marcelo Camelo Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom Daqui não, eu vivo a vida na ilusão Entre o chão e os ares vou sonhando em outros ares, vou Fingindo ser o que eu já sou Fingindo ser o que eu já sou Mesmo sem me libertar eu vou É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguroSeguro De que vale ser aqui De que vale ser aqui Onde a vida é de sonhar Liberdade

1.6.06

Momentos Difíceis 

Telefone toca, coração na boca Como se uma faca entrasse devagarinho em nossos corações Uma guerra, guerra louca, entre o coração e a razão do mei pai A vida do meu irmão em jogo Vida de mercadoria Mercadoria de vida. Dor que paraliza tudo Segundos que não passam Carros correm lá fora Mas aqui é como se o sangue parasse em artérias entupidas pelo medo. Aqui é como se fossemos um Nos movimentamos e abraçamos Pessoas unidas com as colas da dor. Uma negociação diferente É a vida mercadoria Novos parametros acrescidos a uma negociação normal Dor, lutas, tempo paralizado, ganancia, extorsão, sequestro das almas. Aqui é um templo Pessoas falam baixo, reverencia, comidas Não, na verdade, esta mais para velório Mas quem morreu? Meu irmão? Não Morreu a esperança? Não Não, é um velório de almas que estão no purgatório Sim, o purgatório existe. "Sacerdotes" de Deus estão aparecendo Uma oração rápida e um tchau cor de missão cumprida Não fazem idéia da dor e pressão em que estamos O que querem? Alivio de consciencia? Confortar? A oração deles é melhor? Sinto cheiro de clero, que não quer ou ainda não esta preparado para ficar Boa intenção? Claro! Não temos todos? Mas não quero a benção especial Simplismente quero a benção do meu irmão em casa.

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