29.9.03
Gratitude....
Gratidão
(by Nichole Nordeman 2002 Ariose Music)
Mande alguma chuva, Você poderia mandar alguma chuva?
Porque a Terra esta seca, e existe a necessidade de beber de novo.
E o sol esta alto, e nós estamos afundando nas sombras.
Você poderia mandar uma nuvem com longo e alto trovão?
Deixe que o céu fique escuro e mande algumas misericórdias para baixo
Seguramente pode ver que estamos com sede e amedrontados Mas talvez não, não hoje.
Talvez Você proporcionará de outros meios
E se isso for o caso...
Nós lhe daremos graça, com gratidão.
Pelas lições aprendidas em como ter sede de Você
Como abençoar cada sol que aquece nossa face
Se Você nunca nos mandar a chuva
Pão diário, nos de pão diário.
Abençoe nossos corpos, mantenha nossas crianças alimentadas.
Encha nossas xícaras, então as enche novamente hoje à noite.
Nos envolva.
Nos aqueça
Guardados embaixo de nossos robustos telhados
Deixe-nos num tranqüilo sono, longe da vista do perigo desta vez Ou talvez não, não hoje.
Talvez Você proporcionará de outros meios
E se isso for o caso...
Nós lhe daremos graça, com gratidão.
Pelas lições aprendidas em como ter fome de Você
Que um céu estrelado oferece uma melhor vista se nenhum telhado esta sobre nós
E se nós nunca provarmos aquele pão.
Ó as diferenças que freqüentemente estão entre
Tudo o quer queremos e o que nós necessitamos.
Então nos concede paz, Jesus, concedem-nos paz.
Move os nossos corações para ouvir um único batido
Entre álibis e inimigos hoje à noite
Ou talvez não, não hoje.
Paz pode estar em outro mundo distante
E se isso for o caso...
Nós lhe daremos graça, com gratidão.
Pelas lições aprendidas em como confiar em Você
Por nós sermos abençoados além do que nós jamais poderíamos sonhar.
Na abundância ou na necessidade
E se Você nunca nos conceder paz
Mas Jesus, Você poderia por favor..
Gratitude
(by Nichole Nordeman 2002 Ariose Music)
Send some rain, would You send some rain?
'Cause the earth is dry and needs to drink again
And the sun is high and we are sinking in the shade
Would You send a cloud, thunder long and loud?
Let the sky grow black and send some mercy down
Surely You can see that we are thirsty and afraid
But maybe not, not today
Maybe You'll provide in other ways
And if that's the case...
We'll give thanks to You with gratitude
For lessons learned in how to thirst for You
How to bless the very sun that warms our face
If You never send us rain
Daily bread, give us daily bread
Bless our bodies, keep our children fed
Fill our cups, then fill them up again tonight
Wrap us up
And warm us through
Tucked away beneath our sturdy roofs
Let us slumber safe from danger's view this time
Or maybe not, not today
Maybe You'll provide in other ways
And if that's the case...
We'll give thanks to You with gratitude
A lesson learned to hunger after You
That a starry sky offers a better view if no roof is overhead
And if we never taste that bread
Oh the differences that often are between
Everything we want and what we need
So grant us peace, Jesus, grant us peace
Move our hearts to hear a single beat
Between alibis and enemies tonight
Or maybe not, not today
Peace may be another world away
And if that's the case...
We'll give thanks to You with gratitude
For lessons learned in how to trust in You
That we are blessed beyond what we could ever dream
In abundance or in need
And if You never grant us peace
But Jesus, would You please...
26.9.03
Paixão e amor...
PRISIONEIROS E LIBERADOS
Paixão e amor não são a mesma coisa, apesar do parentesco. Alguns acreditam que todo amor inicia com uma paixão, outros que as paixões são efêmeras e que os amores são pra sempre, enfim, há verdades ao gosto do freguês.
A minha verdade, que não é lá muito original, é a seguinte: a maior diferença entre a paixão e o amor é que a paixão escraviza e o amor liberta, o que parece contraditório, pois geralmente nos apaixonamos quando estamos livres e começamos a amar depois de comprometidos.
A paixão escraviza porque te torna refém do telefone, do correio eletrônico e demais sinais sonoros e visuais de reciprocidade.
O amor liberta porque tem certeza do sentimento do outro, e se não tem, ao menos tem certeza do próprio sentimento, e isso faz com que a gente gaste o nosso precioso tempo pensando em outras coisas igualmente importantes, como trabalho, viagens, leituras e amigos.
A paixão escraviza porque te faz planejar cada frase dita e cada decote escolhido.
O amor liberta porque está dominado. Não precisa forjar as provas da sua existência. Não corre risco de terminar apenas porque ela está acima do peso e ele está com a camiseta furada. O amor acontece por dentro.
A paixão escraviza porque corre contra o relógio: a qualquer momento, o outro pode descobrir que não somos tão bacanas assim e tirar o time.
O amor liberta porque ultrapassou o tempo do "qual é o seu ascendente?" e tem o tempo inteiro do mundo para gastar com parceria, trocas profundas de idéias e carinhos, e muito silêncio compartilhado sem cobrança.
A paixão escraviza porque a concorrência é acirrada, toda a torcida do Flamengo quer se apaixonar e o prazo esgota no sábado.
O amor liberta porque é raro, exige intimidades maiores do que ficar juntos apenas numa festa, exige cumplicidade e dedicação, e como nem todos estão a fim deste esforço, passam batido por aquele ou aquela que poderia ser o amor eterno deles, mas que é todo seu.
Interessante...:)
Na "mulher interessante", a beleza é secundária, irrelevante e , mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: - "Ser bonita não interessa. Seja interessante."
Nelson Rodrigues
24.9.03
Vale apena assistir... muito bom.
As Confissões de Schmidt
(About Schmidt, EUA, 2002)
sobre o filme
por Rubens Ewald Filho
Alguém duvida que Jack Nicholson é o melhor ator de sua geração, um verdadeiro monstro sagrado, que merece os três Oscars que já tem e um recorde de indicações masculinas (12)? Pois Jack está espetacular em seu novo filme, ''As Confissões de Schmidt'', dirigido por Alexander Payne (''Eleição''), este que tem aparecido várias vezes no Brasil como consultor dos roteiros do festival Sundance.
Para se ter idéia do carisma de Nicholson, na primeira cena ele aparece com o rosto impassível, sentado numa sala, sem fazer nada. E o público já começa a rir. E olha que é um público difícil, arredio e antipático. Mas que não conseguiu resistir ao astro, três vezes vencedor do Oscar®, certamente o mais carismático ator de sua geração (não sei porque sempre me esqueço de mencioná-lo como ''the best'' quando me perguntam os favoritos... claro que gosto dele e ficou melhor ainda com a idade).
E Nicholson está em plena forma neste ''Schmidt'', uma fita que resulta engraçada, divertida, humana, inteligente (apesar de quase parecer babaca no final, quando fica à beira da pieguice). Só não ganha o Oscar se acharem que ele já teve demais (se tiver quatro empata com a recordista Katharine Hepburn). Por mim, ele merecia tudo. Seu tema é um dos tradicionais venenos de bilheteria: a história de um sessentão que se aposenta da firma de seguros, em Omaha, Nebraska, onde teve uma vida segura e ao mesmo tempo medíocre. Então ele ganha uma festa de despedida e descobre que não lhe resta muito na vida. Ele tem uma esposa que controla tudo em casa. Numa cena ele acorda, olha para o lado e pensa: ''Meu Deus, quem é esta velha que dorme comigo?!?!''. Ela é daquelas que obriga mesmo o marido a fazer xixi sentado para não molhar a tábua!
Só que repentinamente ela cai morta - deixando o supertrailer que ela o obrigou a comprar para possíveis viagens - e ele fica perdido. A filha (Hope Davis) mora em Denver, Colorado, e está para se casar com um sujeito esquisitão mas bonzinho, que vem de uma família excêntrica (Dermot Mulroney, bem caracterizado). Nicholson obviamente o odeia e o acha inferior à filha, tentando impedir o casamento no melhor estilo ''O Pai da Noiva''.
Mas o que fazer com seu tempo livre? A libertação começa quando ele descobre que a esposa, sempre tão santa, na verdade teve um casinho com um amigo dele (Len Cariou) vinte anos antes (cartas são a prova). Revoltado, joga tudo dela fora e sai batendo no amigo. Depois pega o trailer e sai viajando a esmo, revisitando os lugares onde nasceu e estudou. Na segunda parte, vai para o casamento da filha, se hospedando na casa da futura nora da filha - uma aparição maravilhosa de Kathy Bates, dando outro show, inclusive aparecendo nua numa cena de banheira jacuzzi, o que é notável para ela que está longe de ser uma beldade. Mas Bates é grande atriz e se sobressair num filme de Nicholson não é mole.
Houve muitos outros filmes antigos sobre os aposentados, com destaque para ''Umberto D'', de Vittorio De Sica; ''Os Dias São Contados'', de Elio Petri; ''Harry e o Amigo Tonto'', de Paul Marzursky; ou ainda ''Ainda Há Fogo Sob as Cinzas'', de Jack Lemmon, com o amigo Walter Matthau. Mas hoje em dia o público que vai ao cinema é mais jovem, e esse gênero de filme não tem sido mais realizado. O diretor Alexander Payne diz ter sido influenciado por ''Viver'', de Akira Kurosawa, que contava a história de um homem com câncer que tinha pouco tempo de vida. Aqui, Nicholson lucidamente sabe que não tem muito tempo pela frente, até porque é especialista em seguros e em calcular probabilidades.
O interessante é que, por causa do astro que é Nicholson, o filme consegue se tornar acessível e engraçado, sem ficar trágico demais ou depressivo. Na verdade, a gente ri o tempo todo (e a platéia inteiramente também o desfrutou), até porque Jack em momento nenhum exagera na representação (embora faça todas as caras a que tem direito, elas sempre estão na medida certa e nunca são caricaturas). Ele já ganhou em 1974 um prêmio de ator em Cannes, por ''A Última Missão'', de Hal Ashby, e ano passado não foi ao Festival porque estava rodando ''The Pledge'', dirigido por Sean Penn (ainda não exibido no Brasil). Pessoalmente ele é igualzinho ao que vemos na tela, portanto não desaponta. Bem-humorado, diabolicamente sedutor e malandro velho. Não há porque resistir a ele. Tenho dúvidas de que vão lhe dar outro Oscar, três já é bastante, um quarto podem achar que é excesso.
23.9.03
Estanque
Não quero ser estanque
é mais fácil cultuar os mortos que os vivos
mais fácil viver de sombras que de sóis
é mais fácil mimeografar o passado
que imprimir o futuro
não quero ser triste
como o poeta que envelhece
lendo Maiakóvski na loja de conveniência
não quero ser alegre
como o cão que sai a passear com o seu dono alegre
sob o sol de domingo
nem quero ser estanque
como quem constrói estradas e não anda
quero no escuro
como um cego tatear estrelas distraídas
minha casa
amoras silvestres no passeio público
amores secretos debaixo dos guarda-chuvas
tempestades que não param
pára-raios quem não tem
mesmo que não venha o trem não posso parar
veja o mundo passar como passa
uma escola de samba que atravessa
pergunto onde estão teus tamborins
pergunto onde estão teus tamborins
sentado na porta de minha casa
a mesma e única casa
a casa onde eu
sempre morei
Minha Casa. Zeca Baleiro
21.9.03
Maria Rita, Los Hermanos, muita agua vai rolar neste rio...
Los Hermanos, Milton e Rita Lee aparecem no CD de Maria Rita
A cantora Maria Rita, que acaba de lançar seu primeiro CD
MARCELO BARTOLOMEI
Especial para UOL Música
Há três nomes da música brasileira que, reunidos, são os maiores responsáveis pelas composições interpretadas por Maria Rita Mariano em seu primeiro CD, lançado ontem: Los Hermanos, por meio do vocalista Marcelo Camelo, Milton Nascimento e Rita Lee. Junto de outros nomes, eles integraram a disputada lista de 13 músicas de difícil escolha do álbum.
"Você cante do jeito que você gosta de cantar", teria aconselhado Milton ao entregar em um rascunho a letra da inédita "A Festa", a primeira música de trabalho de Maria Rita. Ela se diverte ao imitar o tímido "padrinho", que no passado teve ajuda da mãe da cantora, Elis Regina, para impulsionar sua carreira.
Milton acompanhou Maria Rita desde quando ela voltou ao Brasil e, no ano passado, a convidou para gravar seu último CD, "Pietá", cantando "Tristesse". No primeiro CD de Maria Rita, ele colaborou também com "Encontros e Despedidas", cuja autoria divide com Fernando Brant.
O CD, baseado em piano, baixo e bateria, tem também duas músicas de Rita Lee. Uma é "Pagu", que ela fez em parceria com Zélia Duncan, e outra é o sucesso "Agora Só Falta Você".
"Anna Julia"
"Eu não sabia quem era Anna Julia", disse Maria Rita, que, por passar oito anos nos Estados Unidos, perdeu o contato com a música brasileira e não conhecia o hit que levou a banda carioca Los Hermanos ao topo das paradas. Mesmo assim, ela garante ter sido "paixão à primeira vista" quando teve contato com o segundo CD da banda, "O Bloco do Eu Sozinho".
"Fiquei longe da música brasileira. O que chegava lá era música brasileira para americano ouvir, que é Tom Jobim traduzido, coletâneas, 'Bossa Nova não tão nova', 'Bossa Nova quase nova'... Para matar a saudade, eu ouvia 'Gilberto Gil - Unplegged'. Eu não sabia o que era Los Hermanos, não sabia o que era Cássia Eller. É uma falha porque o que a gente ouve no dia-a-dia e nas rádios não chegava lá."
Só do segundo CD do Los Hermanos, Maria Rita queria quatro músicas. "Foram quase sete músicas do Marcelo Camelo. Eu não conhecia, não sabia de nada. O Tom Capone, que é produtor do disco, me deu o disco e eu gostei. Eu não tinha filtro nenhum sobre o que ele produzia. Fiquei muito impressionada. Ele é um compositor como poucos que tem no Brasil a partir do material que eu analisei. Os elementos música e letra andam juntos. As melodias são muito bem pensadas, as poesias são bonitas, as letras têm história --começo, meio e fim", afirmou a cantora.
Estatísticas
Maria Rita disse que não contabilizou a quantidade de músicas que recebeu antes de gravar seu CD. "A música chega pra mim e eu me identifico com ela. A presença da história na música é importante. Sem história não há honestidade, verdade e emoção. Não sei fazer nada na minha vida sem isso. Pelo menos para este disco foi assim, eu recebi muitas músicas e escolhi as que me emocionaram."
"Recebi muita coisa, de muita gente, de todo canto do país. Isso me emocionou muito", afirmou. "Fiquei muito honrada, muito grata." Segundo ela, algumas músicas que não entraram no disco podem fazer parte dos seus shows, que começam a ser ensaiados nesta quarta-feira, um dia após o lançamento do CD.
Do pai, César Camargo Mariano, ganhou uma música, mas que ficou fora do CD. "A única coisa que meu pai me falou e que eu ponderei muito é que eu não deveria temer as regravações. Eu levei isso muito em consideração porque sou uma cantora nova, intérprete, e como vou cantar uma música que ninguém nunca ouviu? Procurei imprimir minha personalidade nas regravações para que o público entenda um pouco mais do que eu sou, um pouco mais aprofundadamente do que se eu só tivesse gravado músicas inéditas."
18.9.03
Hysteria
Um das melhores peças de teatro que ja fui na vida..., vá ver, esta passando em Sampa
Potência de vozes embargadas
"Hysteria" valoriza o contraponto entre mulheres do século XIX e do XXI
Daniel Schenker Wajnberg
Ao longo do tempo, a loucura vem sendo tratada como um estado existencial extremo - algo distante do "homem comum", cujo (suposto?) equilíbrio parece comprovado na capacidade de administrar os acontecimentos de seu cotidiano. Mas "Hysteria", trabalho do Grupo XIX de Teatro que chega para apenas duas apresentações (sábado e domingo, às 17 horas, no Centro de Arte Hélio Oiticica) dentro da programação do "Rio Cena Contemporânea", lembra que a histeria - encarada, no século retrasado, como uma manifestação da loucura - faz parte da composição de todo ser humano.
"O medo de reconhecer este lado obscuro gerou os absurdos em relação às formas de tratamento empregadas no passado", afirma o diretor Luiz Fernando Marques, sem negar mudanças incontestáveis, como a passagem dos choques para o regime aberto.
Deste modo, a histeria não diz respeito apenas às mulheres - idéia que vigorava predominantemente durante o século XIX (e cabe pensar se permanece na atualidade). Entretanto, o espetáculo foi construído a partir da "voz embargada", reprimida, das mulheres de uma época diversa e descrita apenas sob a ótica masculina. Não por acaso, o diretor decidiu posicionar as espectadoras como integrantes da cena.
Esclarecendo: o público é dividido entre homens, dispostos em arquibancadas e destinados a assistir a um trabalho em formato italiano, e mulheres, colocadas diante das atrizes, como se estivessem no pátio interno de um hospício, algo que provoca uma interação (decorrente do contraponto) entre as mulheres do século XIX e as do XXI.
"Acreditamos que cada época tem a sua loucura", diz Luis Fernando, que prossegue explicando sobre a integração das mulheres no processo criativo. "Em primeiro lugar, centramos `Hysteria' num hospício feminino. Não havia como justificar, portanto, a presença de homens. Esta situação nos forneceu a possibilidade de colocá-los em um lugar mais distanciado e crítico e gerar a pergunta: `porque não estou ali?'", ressalta o diretor.
Uma postura provocante numa época (como a atual) em que a rigidez dos papéis masculino e feminino é cada vez mais discutida. "Nos centros urbanos há quase uma não-aceitação desta separação. Mas é a oportunidade de questionar: será que os papéis sexuais estão tão relativizados como se apregoa? Parece que estou sendo politicamente incorreto ao fazer a divisão entre homens e mulheres. Mas também é só durante uma hora...", provoca.
E o homem do século XIX? Este era, de certa maneira, representado pela figura do médico. "O médico não surgia apenas como o salvador. Podia ser justamente o contrário - o causador dos distúrbios", destaca Luiz Fernando Marques, mais calcado num autor como Lucien Israel (autor de "A histérica, o sexo e o médico") do que em Freud. "Criamos cinco gêneses da mulher do século XIX e não cinco casos psíquicos", diferencia.
Processo colaborativo
Muitas questões emergem a partir de um trabalho como "Hysteria", que, na sua origem, não visava apresentações públicas. Luiz Fernando Marques e as atrizes (Gisela Millás, Janaina Leite, Juliana Sanches, Raissa Gregori e Sara Antunes) estavam ligados a um curso ministrado por Antonio Araujo, diretor do grupo Teatro da Vertigem. De início, Luiz Fernando entrou no curso, focado no "processo colaborativo", como aluno convidado mas acabou conseguindo se colocar como diretor.
"Formei um núcleo de trabalho com as atrizes e começamos investigando um tema bastante amplo: o século XIX e as relações de trabalho. Passamos a pesquisar sobre as mulheres daquele tempo. Daí, achamos um material sobre as mulheres internadas no Hospital D. Pedro I - hoje, Pinel", conta o diretor, ressaltando o processo de confecção do texto como uma criação coletiva.
O curso terminou e o grupo continuou pesquisando por conta própria, durante um ano, sem ambições de estréia. Pesquisas temáticas, espaciais e voltadas para a interação entre ator e espectador. As primeiras "sessões" ocorreram em algumas faculdades da Universidade São Paulo (USP). Surgiu a oportunidade de apresentar "Hysteria" dentro da Mostra Fringe na última edição do Festival de Teatro de Curitiba. "A peça estava pronta e não sabíamos", diz Luiz Fernando, que viu o seu trabalho se transformar na atração mais elogiada do festival.
Depois de Curitiba, o espetáculo iniciou carreira em São Paulo num casarão de Higienópolis. Passadas, agora, as duas apresentações cariocas, a montagem ficará à disposição do público numa biblioteca do século XIX, localizada no centro da capital paulistana. A mudança de ambiente está ligada a uma parceria com a prefeitura de SP, que compreende a realização de oficinas em bibliotecas.
"Quando viajamos para festivais, procuramos nos adaptar à realidade dos eventos, mas o espetáculo é destinado a locações que remetam a uma época passada e deve ser apresentado num horário que permita o aproveitamento da luz do dia", assume o diretor, sendo importante destacar que "Hysteria" se vale da iluminação solar e não a dos holofotes.
16.9.03
Anos 80...
Fuçando na net em busca de musicas pra uma festa que vai rolar anos 80 achei uma perola, a musica é meio brega , a letra tbm, mas mesmo assim gostei da letra, me tocou...
The Living Years
Every generation
Blames the one before
And all of their frustrations
Come beating on your door
I know that I'm a prisoner
To all my Father held so dear
I know that I'm a hostage
To all his hopes and fears
I just wish I could have told him in the living years
Crumpled bits of paper
Filled with imperfect thought
Stilted conversations
I'm afraid that's all we've got
You say you just don't see it
He says it's perfect sense
You just can't get agreement
In this present tense
We all talk a different language
Talking in defense
Say it loud, say it clear
You can listen as well as you hear
It's too late when we die
To admit we don't see eye to eye
So we open up a quarrel
Between the present and the past
We only sacrifice the future
It's the bitterness that lasts
So Don't yield to the fortunes
You sometimes see as fate
It may have a new perspective
On a different date
And if you don't give up, and don't give in
You may just be O.K.
Say it loud, say it clear
You can listen as well as you hear
It's too late when we die
To admit we don't see eye to eye
I wasn't there that morning
When my Father passed away
I didn't get to tell him
All the things I had to say
I think I caught his spirit
Later that same year
I'm sure I heard his echo
In my baby's new born tears
I just wish I could have told him in the living years
Say it loud, say it clear
You can listen as well as you hear
It's too late when we die
To admit we don't see eye to eye
15.9.03
Tribalistas...
Ser ou não ser de ninguém?
de Arnaldo Jabor
Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e
rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma
reação". Agir como tribal ista tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A
pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quand o foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar. Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos temp os, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é b eijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um
sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.
11.9.03
Maria Rita
Conheçam Maria Rita Mariano !!! Ela é mto boa, segue a tradição da mãe, Elis Regina. Estas letras abaixo são cantadas por ela, mas são de autoria do Camelo do los hermanos
Santa Chuva
Vai chover, de novo deu na tv, que o povo já se cansou, de tanto o céu desabar, e pede a um santo daqui, que reza ajuda de deus, mas nada pode fazer, se a chuva quer é trazer você pra mim, vem cá que tá me dando uma vontade de chorar, não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar, a tempestade.
Quem é você, pra me chamar aqui, se nada aconteceu me diz, pois só amor, ou medo de ficar, sozinho outra vez, cadê aquela outra mulher, você me parecia tão bem, a chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar, quem foi que te ensinou a rezar, que santo vai brigar por você, que povo aprova o que você fez, devolve aquela minha tv, que eu vou de vez, não há porque chorar por um amor que já morreu, deixa pra lá, eu vou... adeus, meu coração já se cansou de falsidade.
Cara valente
Não, ele não vai mais dobrar, pode até se acostumar, ele vai viver sozinho, desaprendeu a dirigir, foi escolher o mal me quer, entre o amor de uma mulher e as certezas do caminho, e ele não pode se entregar e agora vai ter de pagar com o coração, olha lá ele não é feliz, sempre diz que é do tipo cara valente, mas veja só, a gente sabe esse humor é coisa de um rapaz que sem ter proteção, foi se esconder atrás da cara de vilão, então não faz assim rapaz, não bota esse cartaz, a gente não cai não, êê ele não é nada, o-i-a essa cara amarrada, é só um jeito de viver na pior, êê ele não é nada, o-i-a essa cara amarrada, é só um jeito de viver nesse mundo devagar.
10.9.03
A pessoa mais importante do mundo
1º de setembro de 2003
envie para um amigo
Ela estava com os braços agarrados em volta da minha cintura, e a cabecinha encostada na minha barriga. Havia umas 200 crianças naquele pátio da escola, o zigue-zague era ininterrupto, e a gritaria também. Inúmeras mochilas espalhadas pelo chão aguardavam ser recolhidas assim que tocasse a campainha avisando o início da aula. Naqueles minutos que antecediam a batida do sinal, os bracinhos dela não se desprendiam de mim, era uma despedida silenciosa, sem palavras. Naquele instante, senti que eu era a pessoa mais importante da vida da minha filha.
Lembro que, um dia após o atentado de 11 de setembro, em Nova York, o redator oficial dos discursos de George Bush concebeu a seguinte frase: “cada uma daquelas milhares de vítimas que estavam nas torres era a pessoa mais importante do mundo para alguém”. Costumo ter certa resistência à pieguice, mas esta me fez amolecer.
Todo mundo é filho de alguém, irmão de alguém, melhor amigo de alguém, o amor da vida de alguém. E esse é um papel intransferível. Escutamos uma música e sentimos uma necessidade urgente de fazer essa música chegar aos ouvidos de uma pessoa que nos é especial, uma pessoa que, imaginamos, irá gostar da música tanto quanto nós gostamos. Vontade de repartir um prazer, de saber o que o outro achou, de fundir os gostos e, através da afinidade, sacramentar uma amizade ou um amor. Isso é ser importante pra alguém.
Para quem contaríamos nosso segredo mais profundo, aquele segredo que a gente nem saberia traduzir em palavras, de tão reservado? Retiraremos este segredo das sombras só para quem nos é mais caro na vida. E é para essa pessoa, também, que irá nossos atos mais indecentes, nossas frases politicamente incorretas e nosso carinho mais sufocante, para ela todos os abraços e as fotos na estante, para ela todo o nosso medo e toda nossa proteção, todas as fronteiras abertas sem inspeção, por ela vale um sacrifício, vale soltar fogos de artifício por razões que aos outros pareçam insignificantes, só para ela, que é a pessoa mais importante para nós, assim como nós somos para nossos filhos, amigos ou amantes.
[The following is just a taste of the great articles and columns in the new issue of RELEVANT, available now at newsstands nationwide. Subscribe here and get a free copy of Walk On.]
My son is two and a half years old, and yesterday he had his first head injury. He was riding a tricycle on blacktop when it slipped out from under him. His little body flung backwards, and he landed on the back of his head, splitting the skin and sending a fountain of warm red blood mingling with his sandy blonde hair.
Since my son was born, I have felt the incredible urge to try to create an environment where he could forego the kinds of things that I had to learn the hard way about through pain and disappointment. If I could only impart to him my wisdom, then he would not have to experience the same kinds of hurt I did as a child.
After the little bruiser learned to walk and run and climb, I caught myself making a mantra out of the words, "Be careful." New fathers gain this incredible sixth sense of being able to immediately see the worst-case scenario of how a child could be hurt in any and every situation. And so, like good fathers do, we set up boundaries and roadblocks, proverbial flashing barricade signs to keep our children away from danger. For many people, this quality seems responsible.
In the Christian community, we have developed another form of this overactive sixth sense. It is the ability to look at a situation and predict how we think it will affect our spiritual lives. It is a sense that we often confuse with conscience. It is a little voice that exposes the feeble vision of God we carry around with us.
The desire to know God, for the Gospel to be made real through life experience and to have a greater vision for the purposes of Christ in our culture have all been undercut by a vision of the Christian life that is not Christ-like at all. Safety has crept into the well-lived life and forced it back from the exhilarating heights and deep valleys that reflect the wild character of God and His unpredictable, redemptive landscape.
The new vision of a Christian life is one void of pain, suffering and tension. It is an existence well entrenched far away from the edge of doubt and questioning, fortressed high above immorality and the sinful nature. To describe this kind of life makes me think less of the Church and more of a padded room with no windows and doors, fit only for sleep or insanity. Is this life God intended?
If it is not, then where did the Church get the wrong idea? How did the Church develop such an unhealthy need for safety? In the absence of real faith, the Church has rallied around another golden calf and has come to believe that safety and comfort are key elements in the Christian life. The effects of this focus are devastating.
In my experience, the attempts to create a world void of real pain and suffering strip away all of the amazing ways joy enters into life. In the last few years, I have been in numerous conversations about joy. One of the greatest was in China. While spending time with a few pastors from the underground church, someone made the statement, "Joy is never spoken of in the Bible apart from suffering." There is never a time where joy is brought up where suffering is not an equal or greater companion. In the modern artistic expressions of faith, there is a missing link. There are too many people trying to tell the Gospel story in such a way that promotes safety over risk.
Last December, I was part of a gathering where Bono asked a small group of Christian musicians a very honest question: "Why do most Christian artists feel like all they can do is be or make commercials for God?" We as artists, lawyers, teachers and students (all under the heading of communicators) will never do more than create commercials for God if we avoid such crucial elements of the Gospel reality. If we remove risk from the story, we open up the potential to leave out a great deal more. If we leave out suffering, we have only Juliet. If we leave out joy, we have only Romeo. If the life we seek is to be anything closely related to a life moved by the Gospel, we must learn to embrace the whole story with all its characters.
One result of this growing want for safety is that too many consumers are now willing to dumb down and accept these kinds of frail, shallow and disposable artistic expressions. I have often asked people why they shop at Christian bookstores. The most common reason is that people want a place where they can go and not wonder if the music and books they are buying are going to be "safe" for listening and reading. In the larger book and music retail stores, the religious book section can have too many philosophies that don't quite line up with the straight and narrow mixed in with truly great Christian books. There is a fear that unassuming Christians might be led astray by some veiled, psuedo-Christian philosophy and have their faith disrupted or damaged. But this line of thinking is a threat to deeper faith, a bigger worldview and ultimately a greater knowledge of the one true God.
Christian radio has also been an exhibition of this need for safety. Many program directors have spoken about their listeners' needs to feel like they don't have to deal with all the sex, filth and bad content on mainstream radio. Every song is screened, picked over and studied, and all content capable of "stirring the soup" or offending people is removed. The listener is safe. And more than safe, the listener is kept safely away from the toxic elements of the Gospel that have the power to create real joy, true peace and deeper faith.
I think again about C.S. Lewis' God-figure, Aslan. "He is good, He is not safe." God will never provoke us to this kind of safety. Christianity is offensive, and the Gospel is relevant in all the places where it intersects with the world, where gunpowder meets the spark. This news is good, but it is not safe.
Dan Haseltine is the frontman of the multi-platinum and Grammy-winning band, Jars of Clay. Over the past few years, the band has also been recognized for their humanitarian efforts that extend globally.
3.9.03
teste
"Tourniquet"
i tried to kill the pain
but only brought more
i lay dying
and i'm pouring crimson regret and betrayal
i'm dying praying bleeding and screaming
am i too lost to be saved
am i too lost?
my God my tourniquet
return to me salvation
my God my tourniquet
return to me salvation
do you remember me
lost for so long
will you be on the other side
or will you forget me
i'm dying praying bleeding and screaming
am i too lost to be saved
am i too lost?
my God my tourniquet
return to me salvation
my God my tourniquet
return to me salvation
my wounds cry for the grave
my soul cries for deliverance
will i be denied Christ
tourniquet
my suicide
PEDRO GUERRA
Miedo
tienen miedo del amor y no saber amar
tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
tienen miedo de pedir y miedo de callar
miedo que da miedo del miedo que da
tienen miedo de subir y miedo de bajar
tienen miedo de la noche y miedo del azul
tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
miedo que da miendo del miedo que da
el miedo es una sombre que el temor no esquiva
el miedo es una trampa que atrapó al amor
el miedo es la palanca que apagó la vida
el miedo es una grieta que agrandó el dolor
têm medo de gente e de solidão
têm medo da vida e medo de morrer
têm medo de ficar e medo de escapulir
medo que dá medo do medo que dá
têm medo de ascender e medo de apagar
têm medo de espera e medo de partir
têm medo de correr e medo de cair
medo que dá medo do medo que dá
o medo é uma linha que separa o mundo
o medo é uma casa aonde ninguém vai
o medo é como un laço que se aperta em nós
o medo é uma força que não me deixa andar
tienen miedo de reir y miedo de llorar
tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
tienen miedo de decir y miedo de escuchar
miedo que da miedo del miedo que da
têm medo de parar e medo de avançar
têm medo de amarrar e medo de quebrar
têm medo de exigir e medo de deixar
medo que dá medo do medo que dá
o medo é uma sombre que o temor nao desvia
o medo é uma armadilha que pegou o amor
o medo é uma chave que apagou a vida
o medo é uma brecha que fez crecer a dor
el miedo es una raya que separa el mundo
el miedo es una casa donde nadie va
el miedo es como un lazo que se aprieta en nudo
el miedo es una fuerza que me impide andar
medo de olhar no fundo
medo de dobrar a esquina
medo de ficar no escuro
de passar em branco de curzar a linha
medo de se achar sozinho
de perder a rédea a pose e o prumo
medo de pedir arrêgo medo de vagar sem rumo
medo estampado na cara
ou escondido no porâo
medo circulando nas velas
ou em rota de colisâo
¿medo é de deus ou do demo?
¿é ordem ou é confusâo?
o medo é medonho
o medo domina
o medo é a medida da indecisâo
medo de fechar a cara medo de encarar
medo de calar a boca medo de escutar
medo de passar a perna medo de cair
medo de fazer de conta medo de iludir
medo de se arrepender
medo de deixar por fazer
medo de amargurar pelo que nâo se fez
medo de perder a vez
medo de fugir la raia na hora h
medo de morrer na praia depois de beber o mar
medo que dá medo do medo que dá
(tienen miedo de la soledad
tienen miedo de la vida y miedo de morir
tienen miedo de quedarse y miedo de escapar
miedo que da miedo del miedo que da
el miedo es una raya que separa el mundo
el miedo es uan casa donde nadie va
el miedo es como en lazo que se aprieta en nudo
el miedo es una fuerza que me impide andar)
(tienen miedo de caer y miedo de avanzar
tienen miedo de amarrar y miedo de romper
tienen miedo de exigir y miedo de pasar
miedo que da miedo del miedo que da)
(miedo de mirar el fondo
miedo de doblar la esquina
miedo de quedarse en la oscuridad
miedo de pasar en blanco
de cruzar la línea
miedo de encontrarse solo
de perder las riendas la pose y el equilibrio
miedo de darse por vencido
miedo de vagar sin rumbo
miedo estampado en la cara
o escondido en los sótanos
miedo circulando en las venas
o en ruta de colisión
¿el miedo es de dios o es del demonio?
¿es orden o es confusión?
el miedo es un monstruo
el miedo domina
es miedo es la medida de la indecisión
miedo de arrugar la frente miedo de encarar
miedo de callar la boca miedo de escuchar
miedo de poner la zancadilla miedo de caer
miedo de hacerse a la idea miedo de ilusionarse
miedo de arrepentirse
miedo de dejar para después
miedo de margarse por lo que se hizo
miedo de perder la vez
miedo de salirse de la raya
en el momento definitivo
miedo de morir en la playa
después de beberse el mar
miedo que da miedo
del miedo que da
2.9.03
Field Of Innocence"
I still remember the world
From the eyes of a child
Slowly those feelings
Were clouded by what I know now
Where has my heart gone
An uneven trade for the real world
I want to go back to
Believing in everything and knowing nothing at all
I still remember the sun
Always warm on my back
Somehow it seems colder now
Where has my heart gone
Trapped in the eyes of a stranger
I want to go back to
Believing in everything
Parolagem da Vida
Como a vida muda.
Como a vida é muda.
Como a vida é nuda.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
Tudo que se perde
mesmo sem ter ganho.
Como a vida é senha
de outra vida nova
que envelhece antes
de romper o novo.
Como a vida é outra
sempre outra, outra
não a que é vivida.
Como a vida é vida
ainda quando morte
esculpida em vida.
Como a vida é forte
em suas algemas.
Como dói a vida
quando tira a veste
de prata celeste.
Como a vida é isto
misturado àquilo.
Como a vida é bela
sendo uma pantera
de garra quebrada.
Como a vida é louca
estúpida, mouca
e no entanto chama
a torrar-se em chama.
Como a vida chora
de saber que é vida
e nunca nunca nunca
leva a sério o homem,
esse lobisomem.
Como a vida ri
a cada manhã
de seu próprio absurdo
e a cada momento
dá de novo a todos
uma prenda estranha.
Como a vida joga
de paz e de guerra
povoando a terra
de leis e fantasmas.
Como a vida toca
seu gasto realejo
fazendo da valsa
um puro Vivaldi.
Como a vida vale
mais que a própria vida
sempre renascida
em flor e formiga
em seixo rolado
peito desolado
coração amante.
E como se salva
a uma só palavra
escrita no sangue
desde o nascimento:
amor, vidamor!
Human Behavior by Bjork (pics)
If you ever get close to a human
And human behaviour
Be ready to get confused
There's definitely no logic
To human behaviour
But yet so irristible
There's no map
To human behaviour
They're terribly moody
Then all of a sudden turn happy
But, oh, to get involved in the exchange
Of human emotions is ever so satisfying
There's no map
And a compass
Wouldn't help at all
Human behaviour