28.6.05
Como eu não assiti este filme antes ??? MTO BOM, no mesmo estilo politico de onibus 174
Câmera toma partido em Pão e Rosas
Texto compilado; Por León Diniz, em abril de 2004
O filme Pão e Rosas, dirigido por Ken Loach, nasceu num ponto de ônibus em Los Angeles, por volta das 2:30 da manhã no final de 1994. O diretor britânico, que estava a milhares de quilômetros de distância, editando o filme Terra e Liberdade, não podia imaginar que a história cairia tempos depois em suas mãos.
Na Los Angeles moderna, onde os automóveis são o centro das atenções, os pontos de ônibus são freqüentados apenas pelos mais pobres e pelos imigrantes estrangeiros que precisam se locomover pelas vias expressas da cidade para chegar ao trabalho.
Para o roteirista Paul Laverty, de passagem pela cidade e parado também num desses pontos de ônibus, era curioso observar as pessoas barulhentas que se aproximavam à espera de transporte. "De repente fui cercado por animados sotaques do México, Honduras, El Salvador e Nicarágua. Começamos a conversar e eles me disseram que trabalhavam como zeladores para banqueiros, companhias de seguro, advogados e agentes de Hollywood em alguns dos mais famosos escritórios de Los Angeles", recorda Laverty.
Em sua maioria mulheres e vestindo uniformes, davam a impressão de pertencer a algum tipo de exército da madrugada, recorda-se o roteirista. "Fiquei chocado por várias coisas que fiquei sabendo a respeito deles. Eram irreverentes e dispunham de muita energia. Também me fizeram rir muito com suas histórias."
Laverty ficou surpreso com a organização do movimento e as alianças que estavam se formando em torno da causa, envolvendo sindicatos, estudantes e igrejas.
Depois de trabalhar na Nicarágua - com o filme A Canção de Carla -, a possibilidade de filmar nos Estados Unidos era fascinante. "Me parecia ter descoberto um outro elemento dentro de uma mesma história: a relação entre os Estados Unidos e países que são essencialmente suas colônias econômicas e culturais", explica.
O exército ilegal
As seqüências de abertura do filme mostram Maya, uma jovem e amedrontada imigrante mexicana, atravessando a fronteira com outros compatriotas, tendo dois "coiotes" também mexicanos como guias. Eles são o elo essencial no lucrativo tráfico humano através da fronteira do México com os Estados Unidos. Maya, e com ela o público, gradativamente vai descobrindo a outra Los Angeles, formada por uma comunidade de imigrantes, na maioria latinos e ilegais. São pessoas que andam de ônibus em LA, que ficam em pé nas esquinas como diaristas à procura de trabalho. Executam as piores funções e ganham os piores salários.
Não tardou para que Laverty mergulhasse no assunto e mantivesse contato com sindicalistas. "Logo compreendi que eles estavam diante de uma enorme tarefa. Muitos trabalhadores não falavam inglês e chegavam a Los Angeles ilegalmente. As empresas de conservação e limpeza não só lhes faziam ameaças de demissão, mas também de deportação dos Estados Unidos", afirmou.
Para completar, muitos trabalhadores tinham dois e até três empregos. Muitos usavam a folga do fim de semana para reforçar o orçamento. O cansaço depois de uma jornada tão fatigante e os compromissos familiares eram um impecilho para a tarefa de organização sindical. Por razões objetivas e concretas, muitos trabalhadores se sentiam atemorizados demais para se envolver na luta. "Por razões também muito concretas, eles estavam desesperados por conseguir mudanças nas terríveis condições de trabalho. Era uma escolha dramática", diz Laverty.
Loach queria mostrar a Los Angeles invisível que poucos conhecem, longe da apresentada e celebrada por Hollywood nos filmes de ação. "Queríamos dissipar a névoa da janela para ver as pessoas reais que existiam lá."
Ken Loach, Laverty e o pesquisador Pablo Cruz passaram vários meses entrevistando centenas de pessoas em Nova York, Los Angeles e Tijuana até que encontraram os atores e atrizes principais, bem como o vasto elenco latino.
24.6.05
Vale a pena ir para Jundiaí, para ver esta peça!!!!
Entusiasmo contagia público
Esse é um dos melhores trunfos do jovem grupo
O mérito de origem - a seriedade dos 35 integrantes da Cia. Práxis, dirigida por Alexandre Ferreira - não é o único na montagem de A Trajetória do Dr. Fausto que, embora irregular, tem muitas qualidades. Reduzir o público a 30 pessoas e levá-lo para dentro do cenário certamente é um bom ponto de partida para envolvê-lo. Mas o grupo tem ambição maior. Seu desejo é estimular sentimentos e reflexões pessoais no espectador, propiciando a ele viver uma experiência própria.
Assim, por exemplo, fazer o espectador passar por uma sala plena de agonizantes tomados pela peste contribui para que ele compreenda e compartilhe, na cena seguinte, a angústia do Dr. Fausto, derrotado na tentativa de salvar uma vida com suas poções, o que o levará a desejar o pacto. Algumas cenas, embora interrompam o fio da trama, compensam essa falha dramatúrgica por serem bem realizadas, como jogo de cartas, no qual o espectador faz escolhas pessoais ou a passagem por um labirinto. Mas o desejo de alcançar empatia tem dois lados. Na cena de tentativa de cura, o grupo faz uma concessão desnecessária, estimulando o sentimentalismo na preparação da poção e escorrega no bom-mocismo do perfil inicial do Dr. Fausto, talvez por temer uma possível rejeição à pior faceta do personagem, contudo revelada de forma apropriada na cena seguinte.
Na cena final, esse equívoco - o medo de deixar pesar - compromete o espetáculo. O grupo conduz com bastante competência o espectador para que se identifique com o desejo de Fausto, compreenda o pacto, compartilhe suas vantagens, reflita sobre seus erros. Depois disso, seria fundamental arcar com as conseqüências. Para mudar isso, seria preciso mais que o desejo ingênuo de ver o 'amor vencer', desejo esse que resulta numa cena final piegas e tola, cuja estética lembra programas de auditório voltados para o público infantil. Será que ele sairia perdendo se deixasse o local sob o peso de uma reflexão?
Há bons momentos no que diz respeito às interpretações, como o jogo de xadrez entre a morte (Larissa Gasparoto) e Fausto (interpretado pelo diretor). Feito em tom sereno, o diálogo permite ao espectador perceber os movimentos internos que 'produzem' aquelas palavras. Essa percepção fica prejudicada a maior parte do tempo. Alexandre lança mão de recursos como uma respiração ofegante e um tom de voz gutural, que desumanizam Fausto. O diretor acaba influenciando o elenco, com excessão de Rodrigo Juqueira, no papel Guia, e Carlos Gouveia, como Mefistófeles. Ambos conseguem, quase todo o tempo, escapar do naturalismo, sem cair na superatuação. Essa mesma alternância, entre sobriedade e exagero, pode ser detectada na cenografia de Juliana Fernandes. O entusiasmo, contagiante, sem dúvida é um dos melhores trunfos desse jovem grupo, cujo trabalho merece ser acompanhado.
crítica
BETH NÉSPOLI
15.6.05
Documentario muito Bom...

Beber vinho é direito sagrado
Publicado em 13.06.2005
FLÁVIA DE GUSMÃO O diretor norte-americano Jonathan Nossiter morou em vários países: França, Inglaterra, Itália, Grécia e Índia. Talvez tenha sido essa vocação de globe trotter que o tenha feito olhar para cada cultura com um carinho especial – e ficar muito brabo quando alguém não respeita suas peculiaridades. Ao lançar o documentário Mondovino, em 2004, Nossiter, que também é sommelier, virou celebridade instantânea por ter sacudido com muita força – e uma boa dose de coerência – a garrafa que continha cada uma das dúvidas que cerca o chamado processo de globalização. O foco da sua câmera foi direcionado a aqueles que produzem vinho, dos pequenos produtores às megacorporações européias e norte-americanas. O documentário, que está em cartaz no Recife (ver roteiro, na página 2), é um libelo apaixonado de quem vê essa bebida milenar como parte da alma de vários povos. É contra a pasteurização do produto que ele vai às últimas conseqüências. Em entrevista por telefone ao JC, Nossiter defende suas idéias.
JORNAL DO COMMERCIO – A quem interessa manter o vinho como um produto elitizado?
JONATHAN NOSSITER – A elitização do vinho é uma idéia falsa. Desde os tempos bílicos que ela foi descrita como uma bebida para todos, a mais democrática na Terra. É uma sacanagem das pessoas com poder levar a crer que o vinho é um símbolo de esnobismo e prestígio. Em muitos países ele é visto como uma bebida do dia a dia, por ser saudável e muito natural. No Brasil, infelizmente, esse ainda não é o caso porque ela foi trazida para cá pelas mãos de pessoas poderosas.
JC – No Brasil, especialmente no Nordeste, o consumo do vinho, apesar de ter crescido, ainda é facilmente desbancado por outras bebidas. A produção do Vale do São Francisco tende a mudar isso?
NOSSITER – Sem dúvida, vinícolas locais como a Botticeli e a Bianchetti fazem parte desse processo de deselitização do produto, produzindo vinhos acessíveis, tropicais, vinhos brasileiros na essência. É muito o lindo o jeito quase indígena de trabalhar o que vem da terra, sem padronização, sem a preocupação de fazer um vinho para o mundo. Ao produzir um vinho que custa menos do que uma cerveja (tendo-se em mente que uma garrafa é bem-compartilhada entre três pessoas) essas vinícolas dão um passo importante na popularização e disseminação do vinho.
JC – A globalização, no entanto, já chegou ao São Francisco. A Miolo já faz parte do elenco do enólogo Michel Roland e os portugueses da Dão Sul já estão instaladoS por lá. Qual o futuro da região sob o aspecto da padronização tão criticado no seu documentário Mondovino?
NOSSITER – Como se dará a globalização do São Francisco vai depender da vontade dos brasileiros em geral, dos consumidores e dos produtores. Vinhos são como pessoas, eles têm que ter, primeiro, uma identidade local para, depois, partir para conhecer seu país e o resto do mundo. Essa abertura em ordem crescente traz novas possibilidades. Só assim é que um vinho do Vale do São Francisco poderá instaurar uma relação de consumo local para, então, viajar com o orgulho de ser pernambucano.
A verdadeira globalização não é ruim porque ela respeita as diferenças entre povos, culturas e, no caso dos vinhos, de terroir. Ruim é a descaracterização em nome do marketing. Meu filme, na verdade é um libelo a favor da verdadeira globalização porque todos os vinhos são amigos e, como amigos, respeitam suas individualidades.
JC – Donos de restaurantes são acusados de sobretaxar seus vinhos porque dizem que o cuso de mantê-los nas condições adequadas é alto. Afinal, qual o preço justo para um vinho?
NOSSITER – Existem vinhos cujo preço justo é R$ 10, R$ 20, R$ 100 ou R$ 1000. No caso do Brasil, é verdade que as condições climáticas exigem um pouco mais de investimento para que transporte e acondicionamento sejam feitos de forma ideal. Como sempre, deve prevalecer o bom senso de quem vende. O que existe em grande escala, no entanto, são as sacanagens de marketing, que investem na divulgação de um produto sem identidade para jogar o preço lá para cima. Isso é verdade particularmente no que diz respeito aos vinhos chilenos e argentinos.
JC – O senhor tem sido convidado para elaborar cartas de vinhos para alguns restaurantes do Rio de Janeiro, onde mora atualmente. Pois, se são justamente os vinhos que investem em marketing os que mais vendem (mesmo sem identidade), como convencer os restaurateurs a deixá-los de lado?
NOSSITER – Boa pergunta. Chefs e donos de restaurantes têm uma grande responsabilidade no sentido de revolucionar o que está aí. A Roberta Sudbrack, com quem trabalho hoje, tem feito isso de uma forma encantadora, procurando dissolver o preconceito dessa pessoas que são enganadas por estes vinhos de grande corpo e estrutura, itens padronizadores dos vinhos. Eles são inimigos da tipicidade culinária, por exemplo, não suportam um moqueca de peixe. De uma maneira geral, eles são inimigos do clima nacional.
Esses vinhos agem da mesma forma que a composição que é feita no Mc Donald's, que apela para a combinação sal + açúcar + gordura por serem sabores primitivos e, por isso, facilmente reconhecidos e aceitos pelo ser humano. É uma luta fazer com que as pessoas saiam dessa zona de conforto e aceitem vinhos mais leves e mais elegantes, com maior acidez. Em compensação, os brasileiros são muito abertos à mudança e pouco a pouco a gente chega lá.
4.6.05
Me perdoa Tempo ??

Lenine
Sonhei
Sonhei e fui, sinais de sim,
Amor sem fim, céu de capim,
E eu olhando a vida olhar pra mim.
Sonhei e fui, mar de cristal,
Sol, água e sal, meu ancestral,
E eu tão singular me vi plural.
Sonhei e fui, num sonho à toa,
Uma leoa, água de Goa,
E eu rogando ao tempo: - Me perdoa
E eu rogando ao tempo: - Me perdoa
Sonhei pra mim, tanta paixão,
De grão em grão, verso e canção,
E eu tentando nunca ouvir em vão.
Sonhei, senti, sol na lagoa
Céu de Lisboa, nuvem que voa,
E um país maior que uma pessoa.
Sonhei e vim, mares de Espanha,
Terras estranhas, lendas tamanhas,
E eu subi sorrindo essa montanha.
E eu subi sorrindo essa montanha.
Sonhei, enfim, e vejo agora,
Beijo de Aurora, ventos lá fora,
E eu cantando à Deus e indo embora. E eu cantando à Deus e indo embora.
(Falado)
É difícil minha querida vizinha.
Desde o primeiro dia de vida, até que se tornem adultos,
E comecem a viver por sua exclusiva conta e tracem seu próprio destino.
1.6.05
Saudades deste sentimento...
Um pedacinho que me tocou...
I´ll Back You Up (Tradução)
Dave Matthews Band
E seus lábios queimam ardentes
Neste rosto de criança
E em seus olhos
A visão de poucos grandiosos
Faça o que quiser, sempre
Ande por onde quiser, seus passos
Faça como lhe agradar, eu te apoiarei
Por Favor .... Se levante....
Tradução de Please U2
esta musica é linda...
