30.9.06
Para os Brasas de fora e os de dentro...
Um boa letra em tempos de eleição...
Brasucas espalhados pelo mundo..., voltem, sentimos falta de vocês, precisamos de vocês pra nos ajudar com a agua e o sabão :)
Brasa
Gabriel Pensador
Composição: Gabriel O Pensador/Lenine
Um poeta já falou, vendo o homem e seu caminho:
"o lar do passarinho é o ar, e não o ninho".
E eu voei... Eu passei um tempo fora, eu passei um tempo longe.
Não importa quanto tempo, não importa onde.
Num lugar mais frio, ou mais quente de repente, onde a gente é esquisita, um lugar diferente.
Outra língua, outra cultura, outra moeda.
É, vida dura mas eu sou duro na queda.
Se me derrubar... eu me levanto, e fui aos trancos e barrancos, trampo atrás de trampo, trabalhando pra pagar a pensão e superar a tensão do pesadelo da imigração.
Clandestino, imigrante, maltrapilho.
Mais um subdesenvolvido que escolheu o exílio, procurando a sua chance de fazer algum dinheiro, no primeiro mundo com saudade do terceiro.
Família, amigos, meus velhos, meu mano - o meu pequeno mundo em segundo plano.
Eu forcei alguns sorrisos e algumas amizades.
Passei um tempo mal, morrendo de saudade.
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade.
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...
Da beleza poluída, da favela iluminada, do tempero da comida, do som da batucada.
Da cultura, da mistura, da estrutura precária.
Da farofa, do pãozinho e da loucura diária.
Do churrasco de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali dormindo, o coroa aposentado.
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...
Da mulata oferecida, do pagode malfeito, de torcer na arquibancada pro meu time do peito.
A pelada sagrada com a rapaziada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.
Da malandragem, da nossa malícia, da batida de limão, da gelada que delícia!
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...
Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas dos programas da TV.
Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral.
Do calor humano, do fundo de quintal.
Do clima, da rima, da festa feita à toa - típica mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro e da cor.
E do nosso jeito de fazer amor.
Agora eu sou poeta, vendo o homem a caminhar:
o lar do passarinho é o ninho, e não o ar.
E eu voltei. E eu passei um tempo bem, depois do meu retorno.
Eu e minha gente, coração mais quente, refeição no forno.
Água no feijão, tô na área, bichinho.
Se me derrubar... eu não tô mais sozinho.
Tô de volta sim senhor.
Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.
Mas o amor é cego.
Devo admitir, devo e não nego, que aos poucos fui caindo na real, vendo como o Brasa tava em brasa, tava mal.
Vendo a minha terra assim em guerra, o meu país... não dá, não dá pra ser feliz.
E bate uma revolta, e bate uma deprê.
E bate a frustração, e bate o coração pra não morrer.
Mas bate assim cabreiro.
Bate no escuro, sem esperança no futuro, bate o desespero.
Bate inseguro, no terceiro mundo, se for, com saudade do primeiro.
Os velhos, os filhos, os manos - ninguém aqui em casa tem direito a fazer planos.
Eu forcei alguns sorrisos e lágrimas risonhas.
Passei um tempo mal, morrendo de vergonha.
Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha.
Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...
Da beleza poluída, da favela iluminada, da falta de comida pra quem não tem nada.
Da postura, da usura, da tortura diária.
Da cela especial, da estrutura carcerária.
A chacina de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali pedindo, o coroa acorrentado.
Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...
Da mulata oferecida, do pagode malfeito.
Morrer na arquibancada pro meu time do peito.
O salário suado que não serve pra nada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.
Da malandragem, da nossa milícia, da batida da PM, porrada da polícia.
Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...
Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas de programa dos programas da TV.
Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral, do sorriso mentiroso na campanha eleitoral.
Do clima de festa, da festa feita à toa - ridícula mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro da carniça.
E do nosso, jeito de fazer justiça.
Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa, casa do meu coração.
Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa e a minha casa só precisa de uma boa arrumação.
Muita água e sabão.
Ensaboa, meu irmão.
Não se suja não.
Indignação.
Manifestação.
Mais informação.
Conscientização.
Comunicação.
Com toda razão.
Participação.
No voto e na pressão.
Reivindicação.
Reformulação.
Água e sabão na nossa nação.
Água e sabão, tá na nossa mão.
Tô morrendo de paixão, tô morrendo de paixão...
12.9.06
Medo de Lenine e Pedro Guerra
"No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora o medo produz tormento; logo, aquele que teme (se apavora) não é aperfeiçoado NO AMOR"- 1 João 4:18.
Onde esta Wolly ?? não, onde esta seu medo ???
Tienen miedo del amor y no saber amar,tienen miedo de la sombra y miedo de la luz.Tienen miedo de pedir y miedo de callar,miedo que da miedo del miedo que da.Tienen miedo de subir y miedo de bajar,tienen miedo de la noche y miedo del azul.Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar,miedo que da miedo del miedo que da.El miedo es una sombra que el temor no esquiva,el miedo es una trampa que atrapó al amor,el miedo es la palanca que apagó la vida,el miedo es una grieta que agrandó el dolor.Têm medo de gente e de solidão,têm medo da vida e medo de morrer,têm medo de ficar e medo de escapulir,medo que dá medo do medo que dá.Têm medo de ascender e medo de apagar,têm medo de espera e medo de partir,têm medo de correr e medo de cair,medo que dá medo do medo que dá.O medo é uma linha que separa o mundo,o medo é uma casa aonde ninguém vai,o medo é como un laço que se aperta em nós,o medo é uma força que não me deixa andar.Tienen miedo de reír y miedo de llorar,tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser,tienen miedo de decir y miedo de escuchar,miedo que da miedo del miedo que da.Têm medo de parar e medo de avançar,têm medo de amarrar e medo de quebrar,têm medo de exigir e medo de deixar,medo que dá medo do medo que dá.O medo é uma sombre que o temor nao desvia,o medo é uma armadilha que pegou o amor,o medo é uma chave que apagou a vida,o medo é uma brecha que fez crecer a dor.El miedo es una raya que separa el mundo,el miedo es una casa donde nadie va,el miedo es como un lazo que se aprieta en nudo,el miedo es una fuerza que me impide andar.Medo de olhar no fundo,medo de dobrar a esquina,medo de ficar no escuro,de passar em branco, de curzar a linha.Medo de se achar sozinho,de perder a rédea a pose e o prumo,medo de pedir arrêgo,medo de vagar sem rumo.Medo estampado na caraou escondido no porâo,medo circulando nas velas,ou em rota de colisâo.¿Medo é de deus ou do demo?¿É ordem ou é confusâo?,o medo é medonho,o medo domina,o medo é a medida da indecisâo.Medo de fechar a cara, medo de encarar,medo de calar a boca, medo de escutar,medo de passar a perna, medo de cair,medo de fazer de conta, medo de iludir.Medo de se arrepender,medo de deixar por fazer,medo de amargurar pelo que nâo se fez,medo de perder a vez.Medo de fugir la raia na hora h,medo de morrer na praia depois de beber o mar,medo que dá medo do medo que dá.(tienen miedo de la soledadtienen miedo de la vida y miedo de morirtienen miedo de quedarse y miedo de escaparmiedo que da miedo del miedo que dael miedo es una raya que separa el mundoel miedo es uan casa donde nadie vael miedo es como en lazo que se aprieta en nudoel miedo es una fuerza que me impide andar)(tienen miedo de caer y miedo de avanzartienen miedo de amarrar y miedo de rompertienen miedo de exigir y miedo de pasarmiedo que da miedo del miedo que da)(miedo de mirar el fondomiedo de doblar la esquinamiedo de quedarse en la oscuridadmiedo de pasar en blancode cruzar la líneamiedo de encontrarse solode perder las riendas la pose y el equilibriomiedo de darse por vencidomiedo de vagar sin rumbomiedo estampado en la carao escondido en los sótanosmiedo circulando en las venaso en ruta de colisión¿el miedo es de dios o es del demonio?¿es orden o es confusión?el miedo es un monstruoel miedo dominaes miedo es la medida de la indecisiónmiedo de arrugar la frente miedo de encararmiedo de callar la boca miedo de escucharmiedo de poner la zancadilla miedo de caermiedo de hacerse a la idea miedo de ilusionarsemiedo de arrepentirsemiedo de dejar para despuésmiedo de margarse por lo que se hizomiedo de perder la vezmiedo de salirse de la rayaen el momento definitivomiedo de morir en la playadespués de beberse el marmiedo que da miedodel miedo que da)
Vanessa da Mata, Lenine e Orquestra cantando Morro Velho de Milton Nascimento
Não reparem nas condições de gravação :)
se travar aperte o pause e espere abaixar pelo menos um terço do video
para ver mais videos deste show, visite minha pagina no youtube, link ao lado
ps: não deixe de ver meus videos favoritos...